domingo, 20 de dezembro de 2009
Final de semana muito louco!
Seguia meu calvário dos últimos dias. Comecei na sexta-feira, indo pro meu já habitual "happy hour", que de happy, não tem nada. Pego um ouvido amigo e o castigo por algumas horas com minhas lamentações. Mas, afinal de contas, os amigos não servem pra isso também? Comecei a ver um pouco de outras coisas além do lamento. Música ao vivo, e não é que o cara era bom? Pegou o violão e começou a cantar, e eu a beber, e o cara cantando... não, não me apaixonei pelo cantor, não faz parte do meu show. Só sei que, não mais que de repente, me encontrava com os braços pra cima acompanhando o pessoal que fazia amigo secreto nas mesas ao lado. Voltei pra casa e não consegui dormir. Meus olhos esqueceram como é que se pisca. Só via as horas se arrastando, muito lentamente. Duas horas, três, cinco, sete... levantei e fui trabalhar. O sono havia sumido do meu vocabulário. Não me sentia nem sequer cansado. Trabalhei normalmente, e fui pra casa. Tentei ler meu livro, mas os pensamentos não me deixam concentrar o bastante. Lá pelas tantas, resolvi chamar meu amigo pra uma nova rodada de lamúrias. E lá estávamos nós, em outro palco, cantando as mesmas canções. Havia se passado umas 2 horas, quando recebo um sms: "Niver da Mel, vamos?". Era de uma amiga, recém-amiga, eu diria, mas que já tem um lugar cativo entre meus amigos queridos. Meu primeiro impulso foi dizer não, devo confessar. Porém, algo me disse: "Por que não?". E fui! E foi ótimo!!! Conheci outros ares, dei muitas risadas, festejamos, contamos piadas, falamos do "Parmera". Depois da meia-noite, começamos a voltar ao estágio de abóbora. O sono começou a salpicar um ou outro, e um friozinho incômodo resolveu entrar na festa. Fomos embora e eis que, na volta, um telefonema para ela mudou novamente o rumo que seguia. Fomos até uma estação de metrô, buscar dois amigos dela, que vieram do Rio e acabaram se esquecendo que o metrô não funciona 24 horas. Foi assim, que lá pelas 2 da matina, eu me encontrava em plena Av. Paulista, num engarrafamento monstro, e vendo toda a vida noturna que essa cidade tem. Pessoas passavam pelas ruas, com as crianças, tirando fotos dos prédios, todos iluminados por causa do Natal. Percebi que me privei de tantas oportunidades de conhecer gente nova, lugares bacanas, simplesmente por não querer sair à noite, como se isso fosse garantia de segurança numa cidade como São Paulo. Isso não voltará a acontecer. Terminei a noite numa pizzaria muito bacana, comendo uma pizza excelente, e com ótimas pessoas por companhia. Adorei esse momento, me fez muito bem nessa altura do campeonato. Me fez repensar mais alguns pontos de vista que adotei em minha vida, e que vejo que mais me prejudicaram do que qualquer outra coisa. Nunca imaginei que, depois dos 40, fosse ter que me reinventar tantas e tantas vezes. Sei que essa minha amiga querida vai ler essas memórias, pelo menos, as que me lembro, e quero agradece-la, de coração, pela força, pelas palavras amenas, pela companhia e por aquele sms no meio de uma "tarde vazia, e que me valeu o dia".
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Querido, estamos aqui para isso, ok? :)
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