domingo, 6 de dezembro de 2009

A pior quinta-feira da minha vida!

A cabeça ainda gira, perdida, sem direção. Tiraram meu chão, apagaram meus sonhos. Não, não estou sendo dramatico, só relato os fatos. Meu coração está pequeno, mas com um vazio infinito dentro. Errei, é fato. Mas não errei sozinho. Os erros costumam acontecer a dois. Quando se ama, não se enxerga o óbvio, não se vê além do objeto amado. Essa cegueira pode ser fatal. E foi. A vida é cheia de surpresas, e muitas não são boas. Foi assim que o fim começou: numa surpresa ruim. E agora? Sigo o planejado, ou volto para quem eu amo? E se eu voltar, ela achar que é por pena, por dó? Espero passar a tempestade ou saio na chuva, me molho e corro o risco de nem encontrá-la lá fora? A vida é breve, pessoas se vão. Eu deveria ter saído na chuva, mesmo contra as vontades. Deveria... mas não fui. E o tempo, mesmo que pouco, passou, e ela já estava namorando, alguém que sempre quis namorar. O que fazer com todo o amor que sentia? Guardei...
Quando não mais pensava em centésimas chances, ela lembrou-se de mim. Talvez nunca tenha esquecido, talvez só quisesse lembrar o que sentia. Mas ela voltou, e pra mim, era como se nada houvesse mudado. De repente, o maior amor de sua vida, quer ficar com você. E por que não? Alguns sonhos se realizam. Mas ela não era a mesma. A pessoa por quem me apaixonei, já era lembrança distante. Meses de ódio e raiva, enraizados por sofrimentos além da minha compreensão. Não tive como apagar isso. Descobri que mesmo para o amor, nem tudo é possível. Algumas pessoas, simplesmente se vão... pena que o amor continue...

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