domingo, 6 de dezembro de 2009

Chorar é preciso...

Era baixinha, (editado pelo autor), e eu achava linda a maldita. Tinha um rosto lindo, e um sorriso que me arrebatava. Passei o domingo lembrando... e chorando. Sim, chorei como criança, lágrimas rolando em profusão. Não me lembro de ter chorado tanto num só dia. Deitado em minha cama, ouvindo “Pra dizer Adeus”, com a janela aberta, olhando o céu, que começou o dia azul e foi escurecendo conforme minha tristeza ia aflorando. Já passa das 4 da tarde, e continuo assim. Passo pela sala, minha mãe pergunta: o que você tem? Não respondo. Quando volto ela pergunta: Você está doente? Balanço a cabeça em sinal negativo. Como explicar que minha doença é na alma? Mãe percebe essas coisas, mas não consigo falar, não agora. Eu sinto vontade de chorar mais um pouco, ou muito, não sei bem. Quanto pode uma pessoa chorar? Não tenho a menor idéia, mas acho que vou acabar descobrindo.
Tenho muita coisa guardada, e agora, tudo explodiu em meu peito. Choro pelo que fiz, pelo que não fiz, por minha ausência, por meus medos, por minha covardia e pela tardia certeza que me assola. Tenho medo de terminar meus dias na solidão. Meu melhor amigo morreu faz dois anos. Morreu sozinho, num quarto, sem ninguém por perto. Tenho medo disso! Passo os dias em meu quarto, chorando, escrevendo, sonhando. Os sonhos são vazios, pois não podem mais existir. A solidão agora é plena. Quero sair, mas não tenho destino certo. Amigos ajudam, mas a tristeza é só minha, e sempre está por perto.
Vou parar por hoje, tenho mais um pouco a chorar...

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