sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Sempre atual...

De Longe (Solidão)

De longe vinha o sorriso e o encanto
Que passou tão perto,
Quanto a saudade e o pranto
De quem vagou na imensidão

Em saber que uma Estrela não se apaga numa lágrima
E a tristeza não se acaba numa dádiva
É que sigo feito raio... ou trovão

Tão vazio e infindável é o dia
De quem traz mas não encontra... alegria!
É viver na solidão de uma vida
Inexata, incompleta, incontida...

Que o vento traga o frescor em minha face
E a Lua guie meu olhar no infinito
Que vou vivendo num impulso sem sentido
Na agonia de uma prece... ou de um grito.

(Marcello)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Redescobrindo: Titãs

A Melhor Forma
Composição: Branco Mello/ Sérgio Britto/ Paulo Miklos

A melhor forma de esquecer
É dar tempo ao tempo
A melhor forma de curar o vício
É no início
A melhor forma de escolher
É provar o gosto
A melhor forma de chorar
É cobrindo o rosto
Evitar as rugas
É não olhar no espelho
Esvaziar o revólver
É puxar o gatilho
A melhor forma de esconder as lágrimas
É na escuridão
A melhor forma de enxergar no escuro
É com as mãos
As idéias estão no chão
Você tropeça e acha a solução
Acabar com a dor
É tomar um analgésico
Matar a saudade
É não olhar pra trás
A melhor forma de manter-se jovem
É esconder a idade
A melhor forma de fugir
É a toda velocidade
As idéias estão no chão...

Ela não era a mulher perfeita, mas era perfeita pra mim.

É... voltei. O fim não foi tão definitivo. Gostaria que algumas coisas também não fossem. Definitivo é um nunca, e isso me entristece. Nunca mais ver quem se ama, é algo que dói profundamente. Creio que nem a morte seja definitiva.
Fui do céu ao inferno, num curto período de 3 dias. Poderia ficar horas e horas falando dos motivos de minha tristeza nesse momento, mas, simplesmente, a culpa é minha.
Do alto dos meus 41 e anos, eu já deveria ser mais maduro, ter a cabeça mais centrada, e saber que coisas raras, devem ser cultivadas.
Encontrar uma mulher, é algo comum. Uma que seja bonita e se interesse por você, já demanda uma grande dose de sorte. Uma que seja bonita, inteligente, e que ainda por cima, te ame, é algo raro. Se você encontra e descobre que também a ama, não deixe escapar! Essa é a mulher da sua vida, acredite nisso! Eu encontrei alguém assim, e fiz coisas que nem eu acredito ter feito. Não digo traição ou algo do tipo, pois não levo jeito pra isso. Falo de não dar atenção, de não estar presente nos momentos em que ela mais precisava, não demonstrar meu amor, meu carinho. Sempre fui meio bronco, meio contido. Esqueci que o amor se constrói em pequenos gestos, que temos que cultivá-lo a cada dia. Consigo escrever melhor do que falo. Isso me atrapalha bastante quando o assunto é amor. Ela não era a mulher perfeita, mas era perfeita pra mim.
Pouco importa se a fila andou, se o encanto acabou, minha dor é a mesma. Minha amada virou o olhar pra outra direção, e não tenho mais como acompanhá-la.
Disseram-me para ser forte, para seguir em frente, dar tempo ao tempo. Vou procurar fazer isso. Nesses momentos, os amigos costumam ter razão, pois, quem está no olho do furacão, mal enxerga o próprio nariz.
Sendo assim, não haveria sentido em manter o Lunático no limbo. Ressuscito-o depois de 3 dias. Não é a primeira vez que isso acontece no mundo...rs...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O fim...

Passei dois dias chorando por um amor que já não existe. Não existe, pois amor só pode existir a dois. Ninguém ama sozinho. Ontem me questionava o quanto uma pessoa pode chorar. Não descobri ainda, mas posso dizer que é muito, mas muito mesmo. Devo ter perdido uns 2 quilos nesse curto período. Não tenho fome, não tenho esperança, não tenho vontade pra mais nada. Nunca me senti assim na vida. Por isso, outra dúvida me atormenta agora: Pode uma pessoa morrer de tristeza?
Passei o dia conversando com Deus, mas acho que ele tem problemas maiores nas mãos. Meu desespero, desapego, é total. Meu repertório de piadas prontas, meu riso fácil... tudo se foi.
Por isso, estou dando um fim ao meu mundo virtual. As palavras ajudam a aliviar o vazio da alma, mas são tormentos eternizados numa tela em branco. Aghapanthus e Lunático, meus dois alter-egos, eternizados em poesias, textos e delírios de um cara mais que comum, deixam de existir a partir de agora. É como arrancar um pedaço de mim, mas, eu já estou quase morto mesmo. Morrer inteiro ou aos pedaços, tanto faz.
Esse blog, que de tão secreto, é quase um diário, fica como a pedra póstuma de uma vida sem sentido. Meu “aqui Jaz..” virtual.
Boa vida pra quem fica!

A solidão, é a pior das mortes.

Marcello
(+2009)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Chorar é preciso...

Era baixinha, (editado pelo autor), e eu achava linda a maldita. Tinha um rosto lindo, e um sorriso que me arrebatava. Passei o domingo lembrando... e chorando. Sim, chorei como criança, lágrimas rolando em profusão. Não me lembro de ter chorado tanto num só dia. Deitado em minha cama, ouvindo “Pra dizer Adeus”, com a janela aberta, olhando o céu, que começou o dia azul e foi escurecendo conforme minha tristeza ia aflorando. Já passa das 4 da tarde, e continuo assim. Passo pela sala, minha mãe pergunta: o que você tem? Não respondo. Quando volto ela pergunta: Você está doente? Balanço a cabeça em sinal negativo. Como explicar que minha doença é na alma? Mãe percebe essas coisas, mas não consigo falar, não agora. Eu sinto vontade de chorar mais um pouco, ou muito, não sei bem. Quanto pode uma pessoa chorar? Não tenho a menor idéia, mas acho que vou acabar descobrindo.
Tenho muita coisa guardada, e agora, tudo explodiu em meu peito. Choro pelo que fiz, pelo que não fiz, por minha ausência, por meus medos, por minha covardia e pela tardia certeza que me assola. Tenho medo de terminar meus dias na solidão. Meu melhor amigo morreu faz dois anos. Morreu sozinho, num quarto, sem ninguém por perto. Tenho medo disso! Passo os dias em meu quarto, chorando, escrevendo, sonhando. Os sonhos são vazios, pois não podem mais existir. A solidão agora é plena. Quero sair, mas não tenho destino certo. Amigos ajudam, mas a tristeza é só minha, e sempre está por perto.
Vou parar por hoje, tenho mais um pouco a chorar...

A pior quinta-feira da minha vida!

A cabeça ainda gira, perdida, sem direção. Tiraram meu chão, apagaram meus sonhos. Não, não estou sendo dramatico, só relato os fatos. Meu coração está pequeno, mas com um vazio infinito dentro. Errei, é fato. Mas não errei sozinho. Os erros costumam acontecer a dois. Quando se ama, não se enxerga o óbvio, não se vê além do objeto amado. Essa cegueira pode ser fatal. E foi. A vida é cheia de surpresas, e muitas não são boas. Foi assim que o fim começou: numa surpresa ruim. E agora? Sigo o planejado, ou volto para quem eu amo? E se eu voltar, ela achar que é por pena, por dó? Espero passar a tempestade ou saio na chuva, me molho e corro o risco de nem encontrá-la lá fora? A vida é breve, pessoas se vão. Eu deveria ter saído na chuva, mesmo contra as vontades. Deveria... mas não fui. E o tempo, mesmo que pouco, passou, e ela já estava namorando, alguém que sempre quis namorar. O que fazer com todo o amor que sentia? Guardei...
Quando não mais pensava em centésimas chances, ela lembrou-se de mim. Talvez nunca tenha esquecido, talvez só quisesse lembrar o que sentia. Mas ela voltou, e pra mim, era como se nada houvesse mudado. De repente, o maior amor de sua vida, quer ficar com você. E por que não? Alguns sonhos se realizam. Mas ela não era a mesma. A pessoa por quem me apaixonei, já era lembrança distante. Meses de ódio e raiva, enraizados por sofrimentos além da minha compreensão. Não tive como apagar isso. Descobri que mesmo para o amor, nem tudo é possível. Algumas pessoas, simplesmente se vão... pena que o amor continue...

sábado, 14 de novembro de 2009

Tudo flui...

Tudo passa, tudo vai, tudo volta. Acordei animado e logo meu ânimo se foi. É incrível como alguns erros são tão definitivos. Senti vontade de escrever, algo inteligente e sensato, mas a tristeza fala mais alto em mim. Escrevi meu texto incompleto, pra terminar num dia mais feliz... ou não!

Queria ter super-poderes!
Voar mais alto que as nuvens, correr mais rápido que a luz. Sonhava ser forte e invulnerável, e então conheci o amor, algo distante, improvável. Com ele descobri ser possível, sentir-me um gigante, invencível! E não entendi que um tanto hesitante, o piscar de uma lágrima errante, tirou meus poderes assim. De herói, tão forte e incrível, tornei-me pequeno, invisível, até que vencido eu fui.
O frio e o vazio que eu sentia, crescia num silêncio sem fim, pois os sonhos que tinha outrora, mudaram, minguaram e agora, a tristeza é mais forte em mim.Meus olhos só enxergam bem perto e o batido no peito é incerto. No deserto de minha travessia, meus pés se bastam em companhia. As nuvens que do alto eu via, escureceram, esconderam o dia.
Ergui meu olhar para o espaço, a procura de esperança, eu acho... e nada consegui. Vi o Sol num vestido vermelho, e o fim a olhar-me no espelho
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