sexta-feira, 27 de janeiro de 2017


Retornando

Depois de um longo e tenebroso 2016, me reencontro com meu blog secreto, agenda intimista dos meus pensamentos. Se pudesse apagar o ano de 2016 da minha existência, o faria sem pensar duas vezes, mesmo que isso tirasse o nono título de campeão brasileiro do meu Palmeiras. 
Vi sonhos se desfazerem, família se perder de mim, dívidas avançarem a passos largos... e pra completar, 2017 começa com a notícia que sabíamos não ter como evitar, mas, evitávamos mesmo assim: Minha irmã, Andréa, finalmente teve o descanso que merecia. Sofreu demais minha irmã, que lutou contra o câncer por mais de uma década. No dia 6 de Janeiro de 2017, enfim a guerreira  tombou. Fica a lembrança do sorriso, da menina que cresceu comigo, e que tinha os cabelos mais belos que já vi nessa vida. Talvez não tão belos quanto o sorriso dela... reproduzo o texto que postei no momento de tristeza, e que se transformou em uma saudade eterna. Minha irmã, em que estrela você foi morar?

"Seu sorriso,  jamais esquecerei. Tão cheio de alegria e sonhos, que contagiavam. Menina de cachinhos, e que ciúme de cada cacho! Gostava de filmes de terror, e foi minha companheira de cinema em muitos e muitos filmes. Gostava das minhas poesias, e me deixava feliz com isso. Um dia ainda te escreverei uma, mas, quero que seja uma poesia alegre... hoje eu não consigo... Sentirei sua falta, mas, embora inevitável, não quero ficar triste. Quero lembrar de você correndo e sorrindo... também não quero chorar, mas, que difícil! Tento me confortar em saber que você não sente mais dor, dificuldade em andar, respirar... mas nada vai  trazer minha irmã de volta.  Sou muito grato pelo amor e carinho que você sempre teve com minhas filhas. Elas também te adoram! A tia favorita delas! Olho pro céu e me pergunto: em qual estrela você está agora? Me sinto tão só. Com o coração apertado, pequeno. O nó na garganta não me deixa falar, e as lágrimas me impedem de ver muito além. Passei por isso antes, com final feliz, queria que com você tivesse sido igual. Vá em paz minha irmã! Olhe por nós, cure-se e fique na paz de Deus! Sei que isso não é um adeus, e sim, um até breve!" 

terça-feira, 6 de março de 2012

Recomeço

Às vezes é difícil admitir quando o amor acaba. A vida segue implacável, não importa o que ainda se sente, o que existe ou deixou de existir. O momento é propício para reflexões, embora a dor ainda seja recente.

Não tivemos um relacionamento tranqüilo, pelo contrário, essa relação sempre foi marcada por discordâncias e desencontros. Os momentos bons superavam as contrariedades e, enquanto isso bastava, nós nos bastávamos.

Mas a vida, como todo o universo, é cíclica, e quem fica parado, está condenado a perder o trem.

Mais difícil que admitir o fim do amor, é admitir que você parou no tempo. Não que ela fosse a pessoa mais fácil do planeta, longe disso, mas, deixar a rotina tomar conta, é fatal pra qualquer relacionamento. Difícil também é enxergar que se parou no tempo e, imperdoável, é ter a chance de corrigir e optar por não o fazer.

Lamentações e culpas também te fazem parar no tempo, e esse não é meu objetivo.

Tive muito tempo para pensar, chorar, refletir e, mesmo doendo, vejo que ela tinha razão. Estamos em momentos diferentes, desde o início. No começo, eu ainda a fazia crescer, pelo novo, pelo inesperado. E as coisas foram caminhando, e a vida mostrando que nada é permanente. E o destino lhe pregou peças que a fizeram crescer. E esse crescimento não pode parar. Eu agora entendo a famigerada frase “preciso de alguém que me leve pra frente”. Poderia ser eu esse alguém? Talvez sim, talvez não, o fato é, que eu não soube ser. Optei por ficar parado, e ela não.

Ela quer alguém que esteja em sintonia com o momento dela, de aprendizado, conhecimento, conquistas. Eu já passei por muitas dessas fases e, até por isso, meu entusiasmo é diferente do dela. O que faz os olhos dela brilharem hoje, já não brilham tanto aos meus olhos. E isso não significa falta de amor, mas incompatibilidade de momentos mesmo.

Agora vem o mais difícil: abrir mão de quem se ama, ou tentar prendê-la junto a si? O sentimento cega e não deixa enxergar além do coração. E esse atrito gera mais atrito, e confusões, discussões. A ruptura é inevitável. E falamos coisas que não queremos, e ouvimos coisas que não merecemos. E a mágoa toma conta, ressentimentos são criados, traumas ressucitados.

Agora você está sozinho, o sofrimento já está pleno, a distância já se consolidou, a saudade e o sentimento de inconformismo se instalaram.

O que te resta? Deixar se abater e viver, mais uma vez, parado no tempo, ou erguer a cabeça, sacudir a poeira e seguir em frente?

A resposta é óbvia: quem fica parado, não só perde o trem, como deixa de viver.

Talvez lá na frente, seus momentos voltem a sincronizar, sem que isso implique em reatamentos, mas, só para mostrar, que até a sintonia é cíclica.

Em resumo, nossos momentos passaram, se distanciaram e precisam seguir seus próprios caminhos. Caminhos que levarão a outros caminhos, outras pessoas, lugares e, quem sabe, voltem a se cruzar... ou não.

E isso tudo, faz parte da vida. Os amores, decepções, ilusões, sonhos. Ninguém é de ninguém e nada acontece por acaso.

Difícil é crescer sem sofrer, mas, mais difícil ainda, é sofrer sem crescer.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Que Deus me ajude...

Tem coisas que falamos sem pensar, e que acabam determinando o rumo de nossas vidas. Num momento de raiva disse palavras duras e encerrei qualquer chance que havia de reconciliação. Depois de três meses, a raiva passou, ficou no passado. Pena que o amor também ficou... pelo menos o dela. Mas o meu continua me incomodando, sim, incomodando! Amor que não é correspondido, não tem nada de bonito. Dói, machuca, não se cura...
E esse amor que sinto, é tão grande, que não cabe mais em mim... o peso é demais pra uma pessoa só carregar. Pedi desculpas até por coisas que nem fiz, mas, pedi assim mesmo, na esperança de que algo mude, que ela siga o que o coração dela diz e deixe de ouvir pessoas que mal conhecem nossa vida, nossa história, que sempre foi de luta, provações, mas, de muito amor também.
Agora, tenho todo esse amor, perdido dentro de mim, sem ter pra onde ir. Tenho a lição aprendida, o arrependimento e a vontade de fazer tudo certo. Meus olhos se abriram, mas não há mais ninguém na sala...
Não sei o que fazer agora, só sei que minha cabeça não desliga. Do primeiro ao último segundo do meu dia, é ela que está no meu pensamento.
Já estou pensando em procurar ajuda médica mesmo, sei lá... acho que dessa vez, não consigo sair dessa sozinho.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Três meses depois...

Passados três meses de solidão, começo a enxergar o quanto (não) fiz por ela. Realmente, falhei quando não podia... mais uma vez. Tantos momentos em que ela me pedia companhia, era tão nítido, e eu não via. Se pudesse voltar no tempo, passaria cada segundo ao lado dela, admirando, conversando, rindo... eu tinha ela ao meu lado, todos os dias, e não aproveitei esse tempo. Me arrependo profundamente por esse tempo perdido. Mas, o passado não se muda, não tenho como voltar no tempo. Na terça-feira, Valentine Day, mandei um presente pra ela. Resolvi quebrar o gelo e abrir meu coração, como já fiz um sem número de vezes. Pedi para entregar no serviço dela, mas, por obra do acaso, esqueci de assinar o cartão. Mandei mensagem no facebook, mais para ela saber que fui eu quem mandou o presente. Acho que ela nem leu... mandei então um e-mail pro serviço dela, com a mesma mensagem. Ela leu, mas nem se manifestou. Me ignorou sem pestanejar. Realmente, acho que ela não me ama mais mesmo. Me abandonou, como quem coloca o lixo pra fora de casa, e me esqueceu no minuto seguinte. Eu sei que devo erguer a cabeça, e seguir em frente, mas, quem disse que isso é fácil de se fazer. Tenho certeza de que a faria feliz se tivesse uma nova chance, já aprendi minha lição. Mas, a vida é implacável com quem falha, e eu, acabei falhando demais com ela.
Outros amores existem, é certo, mas, encontrar alguém como ela, é como ganhar na loteria. E eu deixei meu prêmio escapar por entre os dedos...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós...

Agora é definitivo! Pelo menos, é o que sinto agora. Sim, já senti isso outras vezes, e contrariei toda lógica, todos os indícios, e lutei, me humilhei... e venci!

Venci? Talvez não seja bem assim...

Lembro do filme “Cemitério Maldito”, baseado na obra de Stephen King. Nesse filme, as pessoas (ou animais), morriam e, quando enterrados no dito cemitério, voltavam à vida. Porém, voltavam, digamos, diferentes...

É assim que vejo esse meu segundo tempo com minha Lindinha. Depois de tantas idas e vindas, essa mulher que voltou pra mim, não era a mesma. Eu me apaixonei por outra pessoa, que era sarcástica sim, mas, também era carinhosa, e era rude sim, mas não era grossa. E tinha o amor por mim espelhado em seus olhos. Essa que voltou, eu não conheço, e sequer gosto...

Detesto quando sou acusado por coisas que não fiz, aliás, quem gosta disso?

Achar que eu seria capaz de fazer macumba, mandinga, simpatia, ou seja lá o quer for, é me conhecer muito pouco, e duvidar do meu caráter, coisa que eu não aceito, em hipótese alguma. Some a isso, o fato da pessoa olhar em seus olhos e dizer: “Eu não te amo mais”. Pronto! Pra mim, esse é botão de “Off”. Não tem mais sentido continuar tentando.

Podemos brigar, discutir, chorar, espernear... mas, enquanto existe amor, tudo é contornável. Algumas pessoas adoram encontra defeitos no companheiro, e se esquecem de olhar o próprio umbigo. Algumas palavras machucam, mas se fazem necessárias. É muito fácil achar que o outro faz pouco na vida, quando você mesmo, nada realizou. Criticar é fácil, mas, vai lá fazer... aí, a coisa muda de figura.

As pessoas precisam entender e aceitar que, de vez em quando, precisam de ajuda especializada, de tratamento. Isso não é demérito, muito pelo contrário.

Tudo na vida tem um limite, uma linha tênue que, uma vez ultrapassada, não se tem como voltar. Eu cheguei nesse limite, ultrapassei essa linha.

Em certos dias sinto saudade dos bons momentos, mas, eles foram tão poucos que acabam não passando disso mesmo: momentos.

Foi melhor assim e, apesar da sensação de perda, da saudade e tudo mais, também sinto um grande alívio em não ser mais a fonte de frustração de outra pessoa. Chegamos num ponto em que, se chovia, era culpa minha.

Não sei se minha ficha ainda não caiu, mas, por enquanto, me sinto muito bem. Faço coisas que antes não tinha nem vontade de fazer. Conheço novas pessoas, outras cabeças, outras perspectivas...

Perspectivas, é o que tenho pra hoje. Imaginar que alguém como eu, não possua mais nenhum sonho nessa vida, é pensar muito pequeno.

Agora, tenho a oportunidade de continuar caminhando, mudar de direção, ou, simplesmente, seguir em frente. Vou me agarrar a ela, e fazer dessa liberdade, um passo curto rumo à felicidade.

Estou estranhamente aliviado, estranhamente... bem!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Graças a Deus!

Sei que muitos não acreditam, ou mesmo, perderam a fé em Deus. Não sou um desses. Por muitas vezes tive provas de que Deus existe, basta saber reconhecê-lo, por menor que sejam os sinais. Sim, por menor que sejam os sinais, pois, Deus está tanto nas estrelas gigantes, como também naquele grão de poeira que, muitas vezes, nem sequer percebemos.

Meu objetivo não é discutir a existência ou não de Deus, ou a fé de um ou de outro, nada disso. Esse espaço foi criado para expressar minhas poucas (e loucas) idéias. Ou mesmo escrever pra passar o tempo, descarregar a raiva, aliviar a tensão de um dia a dia na maior metrópole do país, ou, quiçá, do mundo.

Domingo, 21 de Agosto de 2011. São 12:50h, e estou indo com minha filha caçula, visitar minha mãe. Já é nosso ritual de Domingo: levar as meninas para visitar os avós, tia, primos... Nesse domingo, só iríamos eu e Juliana, já que Amanda tinha trabalhos escolares pra terminar, e decidiu ficar em casa. O trajeto é curto, menos de 1 Km. Parei o carro no semáforo, esperando minha vez. Sinal vermelho, o tempo passando, e eis que um ônibus encosta atrás do meu carro. Pouco depois, um outro ônibus vira a rua, vindo do outro sentido e pára do meu lado, pois não conseguiria passar. A rua é estreita e os dois ônibus, em sentidos diferentes, não conseguem passar ao mesmo tempo. Sendo assim, o jeito é esperar o farol abrir para que possamos desobstruir a via. E assim ficamos, não mais que alguns segundos, aguardando o verde. O sinal abriu, engatei a primeira e... foi aí que Deus resolveu interceder e, sem mais nem menos, a marcha do carro “desengatou”. Sim, foi assim mesmo. A alavanca do câmbio pulou de volta ao ponto morto e o carro não saiu do lugar. Já me auto-xingando, engatei a marcha novamente e comecei a pisar no acelerador, ao som da buzina dos ônibus, agora já impacientes. Nisso, vindo da minha esquerda, sem nenhuma sombra de prudência, um terceiro ônibus avança o sinal vermelho e passa a alguns centímetros do meu carro. O susto foi grande, mas, minha gratidão a Deus foi maior! Afinal, como não enxergar uma intervenção divina num gesto tão raro e simples? Não é nada comum, pelo menos pra mim, a marcha do carro desengatar assim, do nada, e num momento tão providencial. Dois segundos antes, eu teria sido pego em cheio, por um motorista de ônibus pra lá de idiota. E o pior, que minha caçula estava comigo, tão pequena, cheia de vida e sonhos.

Hoje eu só escrevo mesmo, pra tornar “pública” minha gratidão eterna a Deus.

Amém!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Thor, Lindinha, Palmeiras... só tristezas...

Depois de um longo e tenebroso inverno, cá estou para dar continuidade aos fragmentos do meu dia a dia. Tanta coisa e nada aconteceu nesses meses... vejamos: Minha Lindinha voltou, mas meu gordinho se foi de vez. Tivemos que doar o Thor, que agora se chama Bóris... isso me dá uma sensação de impotência tão grande... não poder cuidar do meu cachorro como imaginei que seria.
Tirando isso... bom, tirando isso, ainda tenho uma grande tristeza me incomodando. Tem noites que sinto um vazio na alma, uma tristeza... saio na varanda pra tomar um ar e fico um tempão contemplando o nada. O amor tanto pode te trazer felicidade, quanto tristezas também.
Mas isso é assunto pra post exclusivo, e não estou a fim de me entristecer mais ainda.
Vamos falar do Palmeiras! Bom, também não dá pra dizer que não vou me entristecer com isso...rs... Fico impressionado como um time do porte de um Palmeiras, um dos maiores clubes do planeta, seja administrado com tamanho amadorismo. E isso não vai mudar tão cedo, infelizmente. Eu vejo um futuro sombrio e repleto de humilhações pro glorioso alvi-verde de parque Antártica. A continuar do jeito que está, virar uma Portuguesa ou Juventus, até que não seria tão mal. Eu vejo um quadro bem pior que esse. Tá na hora de renovar, botar gente nova pra comandar o clube. Que tal eleições diretas? Isso acabaria com esse clubinho da terceira idade, que insiste em jogar na lama todo um passado de glórias e conquistas.
Ah, isso já deu no saco... e o pior, é que esse bando de incompetentes, parecem ter a longevidade do Highlander... não será tão cedo que o Palmeiras voltará a ser grande. O jeito é continuar vibrando com pequenas conquistas, pequenas vitórias... infelizmente...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Ritual

Semana passada assisti ao filme “O Ritual”. Mais uma vez, contrariei a crítica que li, e arrisquei a ver esse filme. Não me arrependi! Muito pelo contrário!!!

Devo confessar, que levei uns bons sustos com esse filme. Impressionante como esses filmes que tratam de possessão e exorcismo, são, geralmente, os mais assustadores.

Filmes como “A Profecia”, “O Exorcista”, “O Exorcismo de Emily Rose”, rendem bons sustos pra quem está assistindo.

Em resumo, gostei deste filme e, como sempre, a atuação de Anthony Hopkins como Padre Lucas, é impecável. Muito bom mesmo!

Vale a pena conferir!

Mais uma vez... solteiro!

Hoje amanheci triste. Acordei sozinho, sem minha companheira por perto. É estranho como só percebemos mais a falta de alguém, nos detalhes de cada dia. Senti a falta do pouco espaço do meu lado da cama, das cotoveladas involuntárias, do remexer durante a noite. Senti a falta de acordar durante a noite, e passar horas contemplando o rosto dela, dormindo profundamente.
Como desgraça pouca é bobagem, também fiquei sem meu gordinho. Thor é um filhote de Bulldog, com quase 3 meses de idade. Desconfio que, na verdade, seja alguma espécie de cupim gigante, fantasiado de cachorro. Come tudo o que vê pela frente, e nunca se cansa de morder. Mas, ao mesmo tempo, é carinhoso e companheiro.

Não tinha mais como cuidar dele sozinho, então, tive que levá-lo pra minha mãe, que se encantou com o bichinho. Hoje ele passou seu primeiro dia no novo lar, e parece estar se dando bem. Acho que será bom pra ele crescer num lugar com mais gente, com outro cachorro por perto. Fico triste pois, com certeza, ele irá eleger outro dono, a quem vai defender e ser fiel pra todo o sempre. Mas, ao mesmo tempo, fico feliz por tê-lo sempre por perto. É o meu menino! Bonachão, brincalhão, com aqueles olhinhos tristes e grandes. Ah... a vida é estranha mesmo. Agora que tínhamos ficado com mais cara de família, a família se desfez. Cada um num canto. Minha Lindinha com suas irmãs, meu gordinho com meus pais, irmã, sobrinhos... e eu... sozinho... outra vez...

Ê, vida de solteiro...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Palmeiras goleia!!!

Apesar do placar elástico contra o Ituano (4 x 1), não se iludam, o time ainda é aquele mesmo do ano passado. Luan me dá nos nervos. Quem vê só os melhores momentos, acha que o cara arrebentou, afinal, três assistências foram dele. Esse é um ótimo jogo pra ele editar e criar o DVD! Não sei se é ansiedade, excesso de vontade ou se ele é ruim mesmo. Só sei que me dá vontade de quebrar a TV quando vejo o Luan jogando. Vou dar um crédito, afinal, por bem ou por mal, ele participou da maioria dos gols de ontem. Gostei da estréia do Cicinho! Como um primeiro jogo, vindo de um time pequeno, ele até que começou muito bem. Acho que agora, o Vitor dançou de vez. E quem precisa de Ronaldinho? Vem aí o Pardalzinho! Dizem que o cara é meio arisco e cisca como ninguém. É aguardar pra ver...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vai, Palmeiras!

Paulo Nobre, Tirone ou Palaia? Tenho a sensação de que nada vai mudar... O problema parece ser bem mais embaixo. Um clube com milhões de torcedores, milhares de sócios e sendo governado por um punhado de gente com data de validade expirada. Bota a torcida pra votar! Garanto que o número de sócios iria triplicar, só com essa possibilidade. Ninguém quer ser sócio só pra frequentar piscina e quadra de bocha. Queremos votar! Pior do que está, é quase impossível...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Palmeiras...

Entra ano, sai ano, e nada muda. Ou muda... pra pior. Já tive esperança no Murici, já tive esperança no Kléber, no Valdívia, no Felipão, no Belluzo... hoje, eu tenho esperança de não ter mais esperanças.

Ano Novo...

Ano Novo, emprego novo! Realmente, o ambiente faz muuuuuita diferença. Saí de uma verdadeira viagem ao inferno, para ressurgir no meio de amigos de longa data, pessoas com semblante e atitudes mais leves, de bem com a vida. Claro que toda regra tem exceção, mas, o difícil era ser a exceção à regra. Enfim, a coisa tá tão boa, que estou achando que vou acordar a qualquer momento...

Crianças...

Telefono pra minha caçula:
- Oi, Pai!!!
- Oi, Linda! O que você tá fazendo?
Segundos de tensão, e vem a pérola:
- Estou me hipnotizando!
Saio mais cedo e vou pra casa pensando:
- Meu Deus! Quem vou encontrar quando chegar em casa?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Seriados

Ou séries, para os mais novos...rs...

Eu sou um viciado em TV. Cresci assistindo desenhos, filmes e até mesmo novelas, por quê não? Com o advento do vídeo cassete, passei a gravar muita coisa, mas, somente com a invenção do DVD, passei a colecionar filmes. Acho que exagerei um tantinho nessa minha paixão, pois, hoje em dia, tenho um problemão em casa, por conta de não ter onde guardar tantos filmes. Mas este não é o ponto sobre o tópico de hoje. Eu queria mesmo era falar das séries que terminaram agora, que entraram em “recesso”, ou que foram canceladas. Séries que eu acompanho!

Smallville

Essa já passou da hora de terminar. Por mais apaixonado por quadrinhos (outra paixão minha) que alguém seja, não dá pra tapar o sol com a peneira. Smallville incorre no mesmo erro de Arquivo X, guardadas as devidas proporções, claro. Arquivo X também se estendeu demais. Chegou a nove temporadas, quando muito, deveria ter parado na sexta. Smallville está indo para o décimo ano, e nada do Superman voar com o famoso uniforme. A série ainda tem bons momentos, mas já está na hora de entrarem na fase final, na hora de transformar Clark Kent em Superman, de uma vez por todas.

Supernatural

A saga dos irmãos Winchester continua boa. Pra mim, que tenho filmes de terror como meu gênero favorito, a série é um prato cheio! E, embora adore essa série, também acho que já deviam pensar em encerrar a série no sexto ano. Melhor terminar por cima, do que começar a despencar vexatóriamente. Uma dúvida que me acompanha nesse último episódio: O profeta, na verdade, é Deus???

V

Ah, quem assistiu V – A batalha final, nos longínquos anos 80, não poderia perder esse remake. A série foi renovada, então, aguardo ansiosamente pelo início da segunda temporada.

House

Nosso médico favorito continua firme e forte! O jeito rabugento de House, não tem como passar incólume. Estou curioso para saber se Cuddy e House vão mesmo ficar juntos. Pra mim, isso seria o início do fim. House também começa a entrar na zona em que se deve começar a pensar no final da série. Eu tenho essa idéia, de que nenhuma série deveria ter mais que seis temporadas. Acho um tempo muito bom para se contar a história de qualquer coisa. Só sei que, assim que House terminar, não vai ter vicodin suficiente para aplacar o vazio que vai deixar. Mas, melhor terminar por cima, como já disse, do que se submeter ao ridículo, como foi o caso de Arquivo X. O personagem do canceroso, que sempre foi envolto em mistério e, aparentemente, tinha o controle de quase tudo, terminou ridiculamente enfiado num caverna, vestido de índio e fumando pela traquéia. Francamente... não desejo isso pra House.

Heroes

Esse já teve o cancelamento decretado. Infelizmente, a maldita greve de roteiristas acabou com essa série. De lá pra cá, a série meio que se perdeu e não voltou mais a empolgar como no começo, quando virou coqueluche, uma verdadeira febre mundial. Particularmente, eu sempre achei Heroes meio que imitação de The 4400, só que bem mais produzida.

Flashforward

Essa começou muito bem, com uma premissa inédita e bem original: um apagão mundial, que deixou todo mundo desacordado por 2 minutos e 17 segundos. Tempo esse, em que as pessoas puderam vislumbrar seu futuro. A partir daí, as variantes são muitas. Infelizmente, a séria andou se perdendo pelo caminho, teve uma parada para reavaliar seus rumos, e isso quebrou o ritmo. Uma pena jogar fora uma idéia tão boa.

Fringe

Essa, provavelmente, é minha série favorita atualmente. Não há como negar as semelhança com Arquivo X. Sim, eu cito muito Arquivo X, porque, pra mim, essa é a série mestre, uma das melhores de todos os tempos, apesar de seu final caótico.
Voltando a Fringe, a série me parece ir bem. Alguns momentos regulares, outros muito bons, e assim vai indo. O último episódio da temporada, deixou com gostinho de quero mais! Mal vejo a hora de Setembro chegar...

True Blood e Dexter

Essas estão para voltar agora, em Junho. True Blood eu acompanhei inteira e estou em dia. Já Dexter, parei acho que na terceira temporada, e preciso me atualizar. As duas são excelentes! Serão minha companhia nessas noites de inverno que se aproximam.

Bom , essas são as séries que acompanho regularmente. Poderia falar de tantas outras, como Paradox, Cáprica, Stargate Universe, One Tree Hill, que comecei a ver e não dei continuidade. Ou outras que tenho curiosidade em ver, mas ainda não tive tempo. Não faço análises técnicas das séries, uma, que não tenho competência pra tanto, outra, que vejo apenas como fã, não como crítico.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Memórias

Estava olhando uma fotos antigas, no site imagensdesaopaulo.hd1.com.br, e algumas memórias pipocaram na minha mente. Lembro dos táxis, sempre fuscas, em que alguns não tinham o banco do carona (na frente). Também amarrava-se uma corda no puxador da porta, e o motorista, assim que o passageiro entrava, tratava de puxar para fechar a danada. Coisa mais moderna, hein?
Tanta coisa que eu vi nesses meus poucos anos sobre a Terra. Quanta coisa guardada nos porões da memória. Os doces vendidos na porta da escola. A maioria nem existe mais! Aquelas balas que vinham em “tiras”, as Gotas de Pinho Alabarda, com os seus adesivos românticos, Gelatina colorida, quer dizer, nem tão “colorida” assim, já que sempre eram Vermelha/Amarela. Gelinho, paçoquinha Amor, balas Juquinha (lembro até da musiquinha: Juquinha quando está chupando bala, não fala! Não fala, não dá bola e nem dá bala... Juquinha! Balas Juquinha, Balas Juquinha...”. Drops Dulcora, bala de leite KIDS (“a melhor bala que há”). As figurinhas de futebol que vinham no chiclete “gigante” da Ping-Pong, o Futebol Cards. E lá se foram meus dentes no meio de tanto açúcar. Tudo passou tão rápido. Num dia, estava na laje da minha tia, empinando Pipa, que era minha paixão. No outro, já estava na praça Ramos, procurando emprego, numa segunda-feira de manhã. Comecei a trabalhar, estudar a noite, veio o casamento, as filhas, os empregos foram mudando, a separação, o recomeçar, a tristeza, a felicidade. Tudo foi acontecendo, e a sensação que tenho hoje, é que muita coisa passou sem que eu as tivesse vivido plenamente. A vida é muito breve ou o relógio é muito rápido? Sinto saudade de tanta coisa daquela época de escola. Os primeiros amigos, as primeiras paixões, as primeiras descobertas. Isso deve ser a vida! Vivemos pensando no amanhã, esquecendo de viver o hoje. E não digo viver por viver, mas aproveitar mesmo, cada segundo, cada momento. Infelizmente, esse pensamento só chega quando o tempo já passou. É nesse momento que agradeço a Deus por termos memória! Só essas lembranças pipocando do nada, já me trazem a certeza de que a vida é preciosa demais.
Ontem já passou, portanto, o Amanhã que me aguarde, pois Hoje é onde estou!

E o consumidor...

Não sei o que acontece, mas desconfio. Parece que estão terceirizando o setor de Ouvidoria de algumas empresas. O caso mais evidente, pra mim, é o da NET. Impressionante a falta de tato e até mesmo a incapacidade dessa empresa. Solicitei a instalação do NETFONE, pensando ser mais vantajoso do que continuar na Telefónica. Ledo engano! Marcaram por 3 vezes seguidas, isso mesmo: TRÊS VEZES! Agendaram, ligaram confirmando a visita e, na hora "H"... nada! Simples assim! Não apareceram e nem deram satisfação. Depois ligaram reagendando a instalação, e... adivinha? Nada outra vez! E para fechar com chave de ouro, repetiram o feito numa terceira vez. Aí eu cansei de ser besta e liguei pra Ouvidoria, pensando que iriam tomar uma atitude séria. Que nada... só me perguntaram o que EU queria fazer... hahaha... essa foi boa. Eu queria instalar o netfone, mas, depois dessa, pedi pra cancelarem esse pedido, pelo amor de Deus! Ruim por ruim, fico com a Telefónica mesmo. Pelo menos eles mandam alguém pra instalar...
E olha que, hás uns 4 ou 5 anos, não era assim não. Eu precisei acionar a Ouvidoria para solucionar um problema de instalação no meu prédio e fiquei impressionado e satisfeito com o atendimento. Em pouquíssimo tempo resolveram a questão e, graças a essa agilidade, ganharam vários clientes no meu condomínio. Quem diria que, pouco tempo depois, cairiam na mesmice das pseudo-ouvidorias. Mas isso não é privilégio da NET. A COMGÁS está quase me convencendo de que é altamente "inoperante", como diria minha amada. É aguardar pra ver... ou não.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Esquizofrenia

Te amo tanto, que ódio!
Amo te odiar, e também odeio te amar
Quero você bem perto de mim,
Quanto mais longe, melhor!
Seu carinho me acalma, relaxa, me irrita!
O cheiro do seu perfume me lembra coisas boas,
Como as que se guardam no esgoto
O esgoto, que lugar mais deprimente
Pra guardar o que se sente
Se esse amor um dia foi grande,
Quem garante que era meu?
O ódio domina o meu dia,
E é assim que sigo te amando.
Não tenho ninguém e nem te quero,
Pois só você é o que espero,
Longe e perto, errado ou certo.
O tempo passa rápido,
E demora tanto a passar.
Futuro? Quem disse que existe?
Te espero lá então, não desiste!
Ô, meu amor, sinta o sangue escorrendo,
Estou te vendo partir, pra não mais voltar
Demorou pra sair desta vida, me largar...
Espero que volte logo!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Final de semana muito louco!

Seguia meu calvário dos últimos dias. Comecei na sexta-feira, indo pro meu já habitual "happy hour", que de happy, não tem nada. Pego um ouvido amigo e o castigo por algumas horas com minhas lamentações. Mas, afinal de contas, os amigos não servem pra isso também? Comecei a ver um pouco de outras coisas além do lamento. Música ao vivo, e não é que o cara era bom? Pegou o violão e começou a cantar, e eu a beber, e o cara cantando... não, não me apaixonei pelo cantor, não faz parte do meu show. Só sei que, não mais que de repente, me encontrava com os braços pra cima acompanhando o pessoal que fazia amigo secreto nas mesas ao lado. Voltei pra casa e não consegui dormir. Meus olhos esqueceram como é que se pisca. Só via as horas se arrastando, muito lentamente. Duas horas, três, cinco, sete... levantei e fui trabalhar. O sono havia sumido do meu vocabulário. Não me sentia nem sequer cansado. Trabalhei normalmente, e fui pra casa. Tentei ler meu livro, mas os pensamentos não me deixam concentrar o bastante. Lá pelas tantas, resolvi chamar meu amigo pra uma nova rodada de lamúrias. E lá estávamos nós, em outro palco, cantando as mesmas canções. Havia se passado umas 2 horas, quando recebo um sms: "Niver da Mel, vamos?". Era de uma amiga, recém-amiga, eu diria, mas que já tem um lugar cativo entre meus amigos queridos. Meu primeiro impulso foi dizer não, devo confessar. Porém, algo me disse: "Por que não?". E fui! E foi ótimo!!! Conheci outros ares, dei muitas risadas, festejamos, contamos piadas, falamos do "Parmera". Depois da meia-noite, começamos a voltar ao estágio de abóbora. O sono começou a salpicar um ou outro, e um friozinho incômodo resolveu entrar na festa. Fomos embora e eis que, na volta, um telefonema para ela mudou novamente o rumo que seguia. Fomos até uma estação de metrô, buscar dois amigos dela, que vieram do Rio e acabaram se esquecendo que o metrô não funciona 24 horas. Foi assim, que lá pelas 2 da matina, eu me encontrava em plena Av. Paulista, num engarrafamento monstro, e vendo toda a vida noturna que essa cidade tem. Pessoas passavam pelas ruas, com as crianças, tirando fotos dos prédios, todos iluminados por causa do Natal. Percebi que me privei de tantas oportunidades de conhecer gente nova, lugares bacanas, simplesmente por não querer sair à noite, como se isso fosse garantia de segurança numa cidade como São Paulo. Isso não voltará a acontecer. Terminei a noite numa pizzaria muito bacana, comendo uma pizza excelente, e com ótimas pessoas por companhia. Adorei esse momento, me fez muito bem nessa altura do campeonato. Me fez repensar mais alguns pontos de vista que adotei em minha vida, e que vejo que mais me prejudicaram do que qualquer outra coisa. Nunca imaginei que, depois dos 40, fosse ter que me reinventar tantas e tantas vezes. Sei que essa minha amiga querida vai ler essas memórias, pelo menos, as que me lembro, e quero agradece-la, de coração, pela força, pelas palavras amenas, pela companhia e por aquele sms no meio de uma "tarde vazia, e que me valeu o dia".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Por que Lunático?

Já me perguntaram um sem número de vezes: Por que Lunático? Teve até quem ficasse preocupado, pensando que eu fosse algum tipo perigoso, maníaco ou algo assim. Nada disso. Tirei o Lunático de alguns versos que rabisquei há milhões de anos. Matando saudade:

LUNÁTICO

Vivia no mundo da lua,
Adorando a solidão,
E já não lembrava que
O amor existia, era lembrança
Distante, talvez imaginação.
E na lua vivia feliz...e flutuava!
E nem sabia se era dia ou noite
Quando longe avistou uma estrela
Diferente e apaixonou-se por seu
Brilho mágico;
Lembrou-se então do amor e passou
A sentir sua ausência;
Fechou seus olhos ao tempo e sonhou...
E talvez por tanto amor a estrela lhe
Sorriu;
E da lua ele adorava a estrela e pedia
Ao deus de tudo:
- Não me acorde, não me acorde...

(Marcello)