Hoje amanheci triste. Acordei sozinho, sem minha companheira por perto. É estranho como só percebemos mais a falta de alguém, nos detalhes de cada dia. Senti a falta do pouco espaço do meu lado da cama, das cotoveladas involuntárias, do remexer durante a noite. Senti a falta de acordar durante a noite, e passar horas contemplando o rosto dela, dormindo profundamente.
Como desgraça pouca é bobagem, também fiquei sem meu gordinho. Thor é um filhote de Bulldog, com quase 3 meses de idade. Desconfio que, na verdade, seja alguma espécie de cupim gigante, fantasiado de cachorro. Come tudo o que vê pela frente, e nunca se cansa de morder. Mas, ao mesmo tempo, é carinhoso e companheiro.
Não tinha mais como cuidar dele sozinho, então, tive que levá-lo pra minha mãe, que se encantou com o bichinho. Hoje ele passou seu primeiro dia no novo lar, e parece estar se dando bem. Acho que será bom pra ele crescer num lugar com mais gente, com outro cachorro por perto. Fico triste pois, com certeza, ele irá eleger outro dono, a quem vai defender e ser fiel pra todo o sempre. Mas, ao mesmo tempo, fico feliz por tê-lo sempre por perto. É o meu menino! Bonachão, brincalhão, com aqueles olhinhos tristes e grandes. Ah... a vida é estranha mesmo. Agora que tínhamos ficado com mais cara de família, a família se desfez. Cada um num canto. Minha Lindinha com suas irmãs, meu gordinho com meus pais, irmã, sobrinhos... e eu... sozinho... outra vez...
Ê, vida de solteiro...

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