segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Inspeção Veicular: um dia, vão te roubar também!

Indignação! Poderia usar outra palavra, aliás, eu penso em muitas outras palavras, algumas, até impronunciáveis. A idéia em si, até que teria seus méritos, não fossem as “forças ocultas” que atuam nos bastidores. Primeiro essa palhaçada de inspecionarem os veículos mais novos, uma pura perda de tempo. Se querem treinar, que utilizem a frota pública então, e deixem em paz quem tem mais o que fazer na vida. E essa taxa de 50 reais? Por que cargas d´água eu tenho que pagar para vistoriarem meu carro? O interesse é deles, não meu. Mas, tudo bem, vamos baixar a cabeça de novo e pagar essa porcaria. Fiz isso! Paguei, agendei, vistorei... e passei! Óbvio que passaria, o carro tem 1 ano... agora, vem o calvário: receber o que paguei de volta!
Meu Deus!!! Como pode a maior cidade do país, ter um sistema tão mal feito? Pra receber o MEU dinheiro de volta, tenho que preencher um formulário eletrônico e solicitar o reembolso. Coisa simples, não? NÃO!!!!
Comprei meu carro usado, com uma parte financiada. No documento, consta o CNPJ da financeira, como de praxe. Preenchi o formulário da prefeitura, e informei o meu CPF. Devolveram com a mensagem de que o CPF diverge do cadastro. Reenviei, informando o CNPJ da financeira, que é o que consta no documento. Me devolveram de novo, com a mesma mensagem. Que raio de cadastro é esse? Não bate com nada, nem com o que consta no Detran. Nesse meio tempo, resolvi reclamar pelo link “Fale Conosco”, que fica na mesma página que se faz o pedido de reembolso. Não funciona! Eu deveria estar surpreso? Tive então, a idéia “iluminada” de informar o CPF do primeiro proprietário do veículo. E não é que passou pelo sistema? Pensei: UFA! Finalmente vou receber MEU dinheiro de volta. Duas semanas depois, recebo novo contato da prefeitura: “O CPF/CNPJ informado diverge do cadastro bancário.”
Claro que diverge! O CPF é do antigo proprietário, único que a prefeitura aceita, e a conta é minha! Aliás, mesma conta de onde saiu o MEU dinheiro, agora em poder dos cofres públicos, como refém de um CPF imaginário, que só a prefeitura conhece.
Agora o circo está completo! E o palhaço sou eu...

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