terça-feira, 13 de outubro de 2009

E o dia das crianças se foi...

Um dia eu pretendo entender o motivo de eu gastar mais tempo escolhendo um brinquedo, do que as crianças levam para quebrá-lo. Fim de semana prolongado, e eu, pra variar, resolvi ir até o shopping comprar um último presente. Amanda já está mocinha, não quero mais dar bonecas, embora eu saiba, que ela é doidinha pra ganhar uma barbie a mais. Chegamos a um consenso de que ela não iria mais ganhar bonecas. Muito “madura”, ela entendeu e concordou... mas os olhos não deixam mentir. Combinamos que eu passaria a comprar jogos, pra que ela possa desenvolver algum tipo de raciocínio lógico, por menor que seja. Me irrita muito essa molecada que só pensa em brinquedos eletrônicos, e deixam o cérebro em segundo plano. E olha que eu sou apaixonado por brinquedos eletrônicos, mas acho que deve haver uma certa mescla. As crianças devem aprender a jogar damas, trilha, gamão, pega-varetas, pula-pirata, cara-a-cara, jogo da velha, amarelinha, pega-pega, esconde-esconde, dominó, stop. Exercitar a imaginação com bonecos, criar histórias, dominar o forte apache, ganhar uma corrida de autorama, jogar futebol. Deve aprender a fazer bonecos de argila, colocar os pés na grama, andar descalço num dia de sol, tomar banho de mangueira, tomar água da bica, subir em árvores, ter um cachorro...
Nem tudo é possível, ou muito prático nos dias atuais. Ter um cachorro num apartamento é mais torturar o bicho do que qualquer outra coisa. Mas, voltando à Amanda, não quero que ela pare de brincar de bonecas, longe disso! Só que ela já tem muitas bonecas! Tem bonecas pra vida toda, fruto de ter sido a primeira neta dos dois lados da família. Sempre mimada essa menina. Depois que chegou a irmã caçula, o reinado dela se viu ameaçado, e ela passa os dias a “torturar” a irmãzinha. Foi assim que ela acabou prendendo a mão da Juliana na porta do quarto. A pequenininha passou o fim de semana com a mão inchada. Amanda faz as coisas de impulso, não chega a pensar muito. Depois bate o arrependimento, e ela escreve bilhetes com pedidos de desculpas para a irmã, dá seu estojo de maquiagem de presente, aquele mesmo que, minutos antes, ela não deixava a irmã nem sequer chegar perto. Coisas de crianças, de pré “aborrescente”. Eu havia comprado um “Batalha Naval”, mas, num dado momento, me veio à mente que talvez meninas não curtam muito esse jogo.
Sondei, investiguei e confirmei: não gostam mesmo!
E foi assim, que em pleno sábado de um fim de semana prolongado, estava eu na loja de brinquedos, me acotovelando com pais desesperados pelo presente de última hora. Acabei comprando o que ela havia me pedido há tempos, assim, não corria o risco de decepcionar a menina. Aproveitei e assisti ao filme “Bastardos Inglórios”. Como todo filme do Tarantino, a violência impera! E eu adoro!!!..rs... Brad Pitt está impagável!!! Valeu a pena...
Bom, resumindo o final de semana: entre o ótimo Tarantino, o péssimo Muricy Ramalho e o amor das minhas filhas, o saldo só poderia ser positivo!
Falta muito pro próximo feriado?

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