sexta-feira, 27 de janeiro de 2017


Retornando

Depois de um longo e tenebroso 2016, me reencontro com meu blog secreto, agenda intimista dos meus pensamentos. Se pudesse apagar o ano de 2016 da minha existência, o faria sem pensar duas vezes, mesmo que isso tirasse o nono título de campeão brasileiro do meu Palmeiras. 
Vi sonhos se desfazerem, família se perder de mim, dívidas avançarem a passos largos... e pra completar, 2017 começa com a notícia que sabíamos não ter como evitar, mas, evitávamos mesmo assim: Minha irmã, Andréa, finalmente teve o descanso que merecia. Sofreu demais minha irmã, que lutou contra o câncer por mais de uma década. No dia 6 de Janeiro de 2017, enfim a guerreira  tombou. Fica a lembrança do sorriso, da menina que cresceu comigo, e que tinha os cabelos mais belos que já vi nessa vida. Talvez não tão belos quanto o sorriso dela... reproduzo o texto que postei no momento de tristeza, e que se transformou em uma saudade eterna. Minha irmã, em que estrela você foi morar?

"Seu sorriso,  jamais esquecerei. Tão cheio de alegria e sonhos, que contagiavam. Menina de cachinhos, e que ciúme de cada cacho! Gostava de filmes de terror, e foi minha companheira de cinema em muitos e muitos filmes. Gostava das minhas poesias, e me deixava feliz com isso. Um dia ainda te escreverei uma, mas, quero que seja uma poesia alegre... hoje eu não consigo... Sentirei sua falta, mas, embora inevitável, não quero ficar triste. Quero lembrar de você correndo e sorrindo... também não quero chorar, mas, que difícil! Tento me confortar em saber que você não sente mais dor, dificuldade em andar, respirar... mas nada vai  trazer minha irmã de volta.  Sou muito grato pelo amor e carinho que você sempre teve com minhas filhas. Elas também te adoram! A tia favorita delas! Olho pro céu e me pergunto: em qual estrela você está agora? Me sinto tão só. Com o coração apertado, pequeno. O nó na garganta não me deixa falar, e as lágrimas me impedem de ver muito além. Passei por isso antes, com final feliz, queria que com você tivesse sido igual. Vá em paz minha irmã! Olhe por nós, cure-se e fique na paz de Deus! Sei que isso não é um adeus, e sim, um até breve!" 

terça-feira, 6 de março de 2012

Recomeço

Às vezes é difícil admitir quando o amor acaba. A vida segue implacável, não importa o que ainda se sente, o que existe ou deixou de existir. O momento é propício para reflexões, embora a dor ainda seja recente.

Não tivemos um relacionamento tranqüilo, pelo contrário, essa relação sempre foi marcada por discordâncias e desencontros. Os momentos bons superavam as contrariedades e, enquanto isso bastava, nós nos bastávamos.

Mas a vida, como todo o universo, é cíclica, e quem fica parado, está condenado a perder o trem.

Mais difícil que admitir o fim do amor, é admitir que você parou no tempo. Não que ela fosse a pessoa mais fácil do planeta, longe disso, mas, deixar a rotina tomar conta, é fatal pra qualquer relacionamento. Difícil também é enxergar que se parou no tempo e, imperdoável, é ter a chance de corrigir e optar por não o fazer.

Lamentações e culpas também te fazem parar no tempo, e esse não é meu objetivo.

Tive muito tempo para pensar, chorar, refletir e, mesmo doendo, vejo que ela tinha razão. Estamos em momentos diferentes, desde o início. No começo, eu ainda a fazia crescer, pelo novo, pelo inesperado. E as coisas foram caminhando, e a vida mostrando que nada é permanente. E o destino lhe pregou peças que a fizeram crescer. E esse crescimento não pode parar. Eu agora entendo a famigerada frase “preciso de alguém que me leve pra frente”. Poderia ser eu esse alguém? Talvez sim, talvez não, o fato é, que eu não soube ser. Optei por ficar parado, e ela não.

Ela quer alguém que esteja em sintonia com o momento dela, de aprendizado, conhecimento, conquistas. Eu já passei por muitas dessas fases e, até por isso, meu entusiasmo é diferente do dela. O que faz os olhos dela brilharem hoje, já não brilham tanto aos meus olhos. E isso não significa falta de amor, mas incompatibilidade de momentos mesmo.

Agora vem o mais difícil: abrir mão de quem se ama, ou tentar prendê-la junto a si? O sentimento cega e não deixa enxergar além do coração. E esse atrito gera mais atrito, e confusões, discussões. A ruptura é inevitável. E falamos coisas que não queremos, e ouvimos coisas que não merecemos. E a mágoa toma conta, ressentimentos são criados, traumas ressucitados.

Agora você está sozinho, o sofrimento já está pleno, a distância já se consolidou, a saudade e o sentimento de inconformismo se instalaram.

O que te resta? Deixar se abater e viver, mais uma vez, parado no tempo, ou erguer a cabeça, sacudir a poeira e seguir em frente?

A resposta é óbvia: quem fica parado, não só perde o trem, como deixa de viver.

Talvez lá na frente, seus momentos voltem a sincronizar, sem que isso implique em reatamentos, mas, só para mostrar, que até a sintonia é cíclica.

Em resumo, nossos momentos passaram, se distanciaram e precisam seguir seus próprios caminhos. Caminhos que levarão a outros caminhos, outras pessoas, lugares e, quem sabe, voltem a se cruzar... ou não.

E isso tudo, faz parte da vida. Os amores, decepções, ilusões, sonhos. Ninguém é de ninguém e nada acontece por acaso.

Difícil é crescer sem sofrer, mas, mais difícil ainda, é sofrer sem crescer.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Que Deus me ajude...

Tem coisas que falamos sem pensar, e que acabam determinando o rumo de nossas vidas. Num momento de raiva disse palavras duras e encerrei qualquer chance que havia de reconciliação. Depois de três meses, a raiva passou, ficou no passado. Pena que o amor também ficou... pelo menos o dela. Mas o meu continua me incomodando, sim, incomodando! Amor que não é correspondido, não tem nada de bonito. Dói, machuca, não se cura...
E esse amor que sinto, é tão grande, que não cabe mais em mim... o peso é demais pra uma pessoa só carregar. Pedi desculpas até por coisas que nem fiz, mas, pedi assim mesmo, na esperança de que algo mude, que ela siga o que o coração dela diz e deixe de ouvir pessoas que mal conhecem nossa vida, nossa história, que sempre foi de luta, provações, mas, de muito amor também.
Agora, tenho todo esse amor, perdido dentro de mim, sem ter pra onde ir. Tenho a lição aprendida, o arrependimento e a vontade de fazer tudo certo. Meus olhos se abriram, mas não há mais ninguém na sala...
Não sei o que fazer agora, só sei que minha cabeça não desliga. Do primeiro ao último segundo do meu dia, é ela que está no meu pensamento.
Já estou pensando em procurar ajuda médica mesmo, sei lá... acho que dessa vez, não consigo sair dessa sozinho.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Três meses depois...

Passados três meses de solidão, começo a enxergar o quanto (não) fiz por ela. Realmente, falhei quando não podia... mais uma vez. Tantos momentos em que ela me pedia companhia, era tão nítido, e eu não via. Se pudesse voltar no tempo, passaria cada segundo ao lado dela, admirando, conversando, rindo... eu tinha ela ao meu lado, todos os dias, e não aproveitei esse tempo. Me arrependo profundamente por esse tempo perdido. Mas, o passado não se muda, não tenho como voltar no tempo. Na terça-feira, Valentine Day, mandei um presente pra ela. Resolvi quebrar o gelo e abrir meu coração, como já fiz um sem número de vezes. Pedi para entregar no serviço dela, mas, por obra do acaso, esqueci de assinar o cartão. Mandei mensagem no facebook, mais para ela saber que fui eu quem mandou o presente. Acho que ela nem leu... mandei então um e-mail pro serviço dela, com a mesma mensagem. Ela leu, mas nem se manifestou. Me ignorou sem pestanejar. Realmente, acho que ela não me ama mais mesmo. Me abandonou, como quem coloca o lixo pra fora de casa, e me esqueceu no minuto seguinte. Eu sei que devo erguer a cabeça, e seguir em frente, mas, quem disse que isso é fácil de se fazer. Tenho certeza de que a faria feliz se tivesse uma nova chance, já aprendi minha lição. Mas, a vida é implacável com quem falha, e eu, acabei falhando demais com ela.
Outros amores existem, é certo, mas, encontrar alguém como ela, é como ganhar na loteria. E eu deixei meu prêmio escapar por entre os dedos...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós...

Agora é definitivo! Pelo menos, é o que sinto agora. Sim, já senti isso outras vezes, e contrariei toda lógica, todos os indícios, e lutei, me humilhei... e venci!

Venci? Talvez não seja bem assim...

Lembro do filme “Cemitério Maldito”, baseado na obra de Stephen King. Nesse filme, as pessoas (ou animais), morriam e, quando enterrados no dito cemitério, voltavam à vida. Porém, voltavam, digamos, diferentes...

É assim que vejo esse meu segundo tempo com minha Lindinha. Depois de tantas idas e vindas, essa mulher que voltou pra mim, não era a mesma. Eu me apaixonei por outra pessoa, que era sarcástica sim, mas, também era carinhosa, e era rude sim, mas não era grossa. E tinha o amor por mim espelhado em seus olhos. Essa que voltou, eu não conheço, e sequer gosto...

Detesto quando sou acusado por coisas que não fiz, aliás, quem gosta disso?

Achar que eu seria capaz de fazer macumba, mandinga, simpatia, ou seja lá o quer for, é me conhecer muito pouco, e duvidar do meu caráter, coisa que eu não aceito, em hipótese alguma. Some a isso, o fato da pessoa olhar em seus olhos e dizer: “Eu não te amo mais”. Pronto! Pra mim, esse é botão de “Off”. Não tem mais sentido continuar tentando.

Podemos brigar, discutir, chorar, espernear... mas, enquanto existe amor, tudo é contornável. Algumas pessoas adoram encontra defeitos no companheiro, e se esquecem de olhar o próprio umbigo. Algumas palavras machucam, mas se fazem necessárias. É muito fácil achar que o outro faz pouco na vida, quando você mesmo, nada realizou. Criticar é fácil, mas, vai lá fazer... aí, a coisa muda de figura.

As pessoas precisam entender e aceitar que, de vez em quando, precisam de ajuda especializada, de tratamento. Isso não é demérito, muito pelo contrário.

Tudo na vida tem um limite, uma linha tênue que, uma vez ultrapassada, não se tem como voltar. Eu cheguei nesse limite, ultrapassei essa linha.

Em certos dias sinto saudade dos bons momentos, mas, eles foram tão poucos que acabam não passando disso mesmo: momentos.

Foi melhor assim e, apesar da sensação de perda, da saudade e tudo mais, também sinto um grande alívio em não ser mais a fonte de frustração de outra pessoa. Chegamos num ponto em que, se chovia, era culpa minha.

Não sei se minha ficha ainda não caiu, mas, por enquanto, me sinto muito bem. Faço coisas que antes não tinha nem vontade de fazer. Conheço novas pessoas, outras cabeças, outras perspectivas...

Perspectivas, é o que tenho pra hoje. Imaginar que alguém como eu, não possua mais nenhum sonho nessa vida, é pensar muito pequeno.

Agora, tenho a oportunidade de continuar caminhando, mudar de direção, ou, simplesmente, seguir em frente. Vou me agarrar a ela, e fazer dessa liberdade, um passo curto rumo à felicidade.

Estou estranhamente aliviado, estranhamente... bem!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Graças a Deus!

Sei que muitos não acreditam, ou mesmo, perderam a fé em Deus. Não sou um desses. Por muitas vezes tive provas de que Deus existe, basta saber reconhecê-lo, por menor que sejam os sinais. Sim, por menor que sejam os sinais, pois, Deus está tanto nas estrelas gigantes, como também naquele grão de poeira que, muitas vezes, nem sequer percebemos.

Meu objetivo não é discutir a existência ou não de Deus, ou a fé de um ou de outro, nada disso. Esse espaço foi criado para expressar minhas poucas (e loucas) idéias. Ou mesmo escrever pra passar o tempo, descarregar a raiva, aliviar a tensão de um dia a dia na maior metrópole do país, ou, quiçá, do mundo.

Domingo, 21 de Agosto de 2011. São 12:50h, e estou indo com minha filha caçula, visitar minha mãe. Já é nosso ritual de Domingo: levar as meninas para visitar os avós, tia, primos... Nesse domingo, só iríamos eu e Juliana, já que Amanda tinha trabalhos escolares pra terminar, e decidiu ficar em casa. O trajeto é curto, menos de 1 Km. Parei o carro no semáforo, esperando minha vez. Sinal vermelho, o tempo passando, e eis que um ônibus encosta atrás do meu carro. Pouco depois, um outro ônibus vira a rua, vindo do outro sentido e pára do meu lado, pois não conseguiria passar. A rua é estreita e os dois ônibus, em sentidos diferentes, não conseguem passar ao mesmo tempo. Sendo assim, o jeito é esperar o farol abrir para que possamos desobstruir a via. E assim ficamos, não mais que alguns segundos, aguardando o verde. O sinal abriu, engatei a primeira e... foi aí que Deus resolveu interceder e, sem mais nem menos, a marcha do carro “desengatou”. Sim, foi assim mesmo. A alavanca do câmbio pulou de volta ao ponto morto e o carro não saiu do lugar. Já me auto-xingando, engatei a marcha novamente e comecei a pisar no acelerador, ao som da buzina dos ônibus, agora já impacientes. Nisso, vindo da minha esquerda, sem nenhuma sombra de prudência, um terceiro ônibus avança o sinal vermelho e passa a alguns centímetros do meu carro. O susto foi grande, mas, minha gratidão a Deus foi maior! Afinal, como não enxergar uma intervenção divina num gesto tão raro e simples? Não é nada comum, pelo menos pra mim, a marcha do carro desengatar assim, do nada, e num momento tão providencial. Dois segundos antes, eu teria sido pego em cheio, por um motorista de ônibus pra lá de idiota. E o pior, que minha caçula estava comigo, tão pequena, cheia de vida e sonhos.

Hoje eu só escrevo mesmo, pra tornar “pública” minha gratidão eterna a Deus.

Amém!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Thor, Lindinha, Palmeiras... só tristezas...

Depois de um longo e tenebroso inverno, cá estou para dar continuidade aos fragmentos do meu dia a dia. Tanta coisa e nada aconteceu nesses meses... vejamos: Minha Lindinha voltou, mas meu gordinho se foi de vez. Tivemos que doar o Thor, que agora se chama Bóris... isso me dá uma sensação de impotência tão grande... não poder cuidar do meu cachorro como imaginei que seria.
Tirando isso... bom, tirando isso, ainda tenho uma grande tristeza me incomodando. Tem noites que sinto um vazio na alma, uma tristeza... saio na varanda pra tomar um ar e fico um tempão contemplando o nada. O amor tanto pode te trazer felicidade, quanto tristezas também.
Mas isso é assunto pra post exclusivo, e não estou a fim de me entristecer mais ainda.
Vamos falar do Palmeiras! Bom, também não dá pra dizer que não vou me entristecer com isso...rs... Fico impressionado como um time do porte de um Palmeiras, um dos maiores clubes do planeta, seja administrado com tamanho amadorismo. E isso não vai mudar tão cedo, infelizmente. Eu vejo um futuro sombrio e repleto de humilhações pro glorioso alvi-verde de parque Antártica. A continuar do jeito que está, virar uma Portuguesa ou Juventus, até que não seria tão mal. Eu vejo um quadro bem pior que esse. Tá na hora de renovar, botar gente nova pra comandar o clube. Que tal eleições diretas? Isso acabaria com esse clubinho da terceira idade, que insiste em jogar na lama todo um passado de glórias e conquistas.
Ah, isso já deu no saco... e o pior, é que esse bando de incompetentes, parecem ter a longevidade do Highlander... não será tão cedo que o Palmeiras voltará a ser grande. O jeito é continuar vibrando com pequenas conquistas, pequenas vitórias... infelizmente...