quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós...

Agora é definitivo! Pelo menos, é o que sinto agora. Sim, já senti isso outras vezes, e contrariei toda lógica, todos os indícios, e lutei, me humilhei... e venci!

Venci? Talvez não seja bem assim...

Lembro do filme “Cemitério Maldito”, baseado na obra de Stephen King. Nesse filme, as pessoas (ou animais), morriam e, quando enterrados no dito cemitério, voltavam à vida. Porém, voltavam, digamos, diferentes...

É assim que vejo esse meu segundo tempo com minha Lindinha. Depois de tantas idas e vindas, essa mulher que voltou pra mim, não era a mesma. Eu me apaixonei por outra pessoa, que era sarcástica sim, mas, também era carinhosa, e era rude sim, mas não era grossa. E tinha o amor por mim espelhado em seus olhos. Essa que voltou, eu não conheço, e sequer gosto...

Detesto quando sou acusado por coisas que não fiz, aliás, quem gosta disso?

Achar que eu seria capaz de fazer macumba, mandinga, simpatia, ou seja lá o quer for, é me conhecer muito pouco, e duvidar do meu caráter, coisa que eu não aceito, em hipótese alguma. Some a isso, o fato da pessoa olhar em seus olhos e dizer: “Eu não te amo mais”. Pronto! Pra mim, esse é botão de “Off”. Não tem mais sentido continuar tentando.

Podemos brigar, discutir, chorar, espernear... mas, enquanto existe amor, tudo é contornável. Algumas pessoas adoram encontra defeitos no companheiro, e se esquecem de olhar o próprio umbigo. Algumas palavras machucam, mas se fazem necessárias. É muito fácil achar que o outro faz pouco na vida, quando você mesmo, nada realizou. Criticar é fácil, mas, vai lá fazer... aí, a coisa muda de figura.

As pessoas precisam entender e aceitar que, de vez em quando, precisam de ajuda especializada, de tratamento. Isso não é demérito, muito pelo contrário.

Tudo na vida tem um limite, uma linha tênue que, uma vez ultrapassada, não se tem como voltar. Eu cheguei nesse limite, ultrapassei essa linha.

Em certos dias sinto saudade dos bons momentos, mas, eles foram tão poucos que acabam não passando disso mesmo: momentos.

Foi melhor assim e, apesar da sensação de perda, da saudade e tudo mais, também sinto um grande alívio em não ser mais a fonte de frustração de outra pessoa. Chegamos num ponto em que, se chovia, era culpa minha.

Não sei se minha ficha ainda não caiu, mas, por enquanto, me sinto muito bem. Faço coisas que antes não tinha nem vontade de fazer. Conheço novas pessoas, outras cabeças, outras perspectivas...

Perspectivas, é o que tenho pra hoje. Imaginar que alguém como eu, não possua mais nenhum sonho nessa vida, é pensar muito pequeno.

Agora, tenho a oportunidade de continuar caminhando, mudar de direção, ou, simplesmente, seguir em frente. Vou me agarrar a ela, e fazer dessa liberdade, um passo curto rumo à felicidade.

Estou estranhamente aliviado, estranhamente... bem!